A Castrolanda trabalha diariamente para construir uma Cooperativa mais inclusiva e com objetivo de colocar um posicionamento igualitário para todos os colaboradores. 

Dados do último Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Brasil possui mais de 45 milhões de pessoas com deficiência (PCD). Este número representa cerca de 24% da população brasileira, mas no mercado de trabalho formal são apenas 0,9%.
A partir da Lei 8.213/91, que determina a reserva de vagas em empresas com mais de cem funcionários, pelo menos 2% dos contratados devem ser PCD. A proporção chega a 5% para instituições com mais de mil empregados. Já nos concursos públicos, 20% das vagas são destinadas a estes candidatos. No último ano, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia contabilizou 47 mil novos contratados, são os maiores números desde 2003, ano em que começaram a ser computados. Em comparação com 2017, o total de admissões cresceu 20,6%. 

A Coordenadora do Setor de Gestão de Pessoas, Fabianne Aparecida de Souza, fala sobre o papel da Cooperativa. “Trabalhamos para trazer mais conscientização dentro e fora da empresa. É tarefa nossa fortalecer a diversidade, a inclusão, e seguir valorizando pessoas. Este é um dos princípios mais importante para a Castrolanda e faz toda a diferença”, afirma. 

A voz dos PCD
Juliano da Silva é PCD e Auxiliar Administrativo da Central Fiscal na Castrolanda. Ele conta que desde a sua contratação os desafios diários da função o estimulam a continuar buscando o desenvolvimento profissional. 

“Esta é a melhor e maior oportunidade da vida. Profissionalmente é uma novidade que me anima pela possibilidade de aprendizado. Cada dia encerrado é uma vitória. Trabalho com uma equipe que me motiva diariamente a buscar meu crescimento profissional. Sou ciente das minhas dificuldades, mas carrego sempre um pensamento positivo”, afirma. 

A Auxiliar Administrativa de Gestão Tributária da Cooperativa Edcleia dos Santos, explica que encara a sua função como um desafio. “Aqui eu tenho o sentimento de que nunca é tarde para recomeçar, não importa a idade, sempre é tempo de sonhar e alcançar novos objetivos. Ainda tenho muito a aprender, mas cada dia é um novo momento de aprendizado aproveitando cada oportunidade. Com esforço e foco, se pode chegar mais longe”.  

Trabalhar na Castrolanda é uma oportunidade de transformação na vida de muitas pessoas, inclusive para Juliano. “A Cooperativa significa muito para mim, chances como essa nos motivam a viver. Quando há oportunidade de trabalho como aqui, todos têm a ganhar, e as pessoas com deficiência se sentirão incluídas e capazes de fazer parte do mercado. Com convivência, rotinas de trabalho e aprendizado, chegará o dia em que todos nós falaremos com um sorriso no rosto ‘Eu sou capaz. Eu posso. Eu vou conseguir’”, revela o colaborador. 

Edcleia explica que em alguns momentos as PCD podem acabar se excluindo. Para ela a integração proporcionada por empresas como a Castrolanda faz toda a diferença. “A deficiência é apenas uma pequena limitação. É preciso ter em mente que podemos fazer o que queremos, ser quem desejamos. Talvez não se consiga executar alguma atividade específica, entretanto, em alguma área pode se destacar. Basta querer, buscar e acreditar”. 

A Auxiliar Administrativa enfatiza que o principal problema no mercado de trabalho é o preconceito, assim como em outros âmbitos sociais. “É preciso que todos entendam que somos iguais, o que temos são limitações que não nos faz diferente ou inferior a ninguém. Com relação a sociedade, ainda há muito para se trabalhar, quebrar tabus e preconceitos. Precisa-se buscar mais integração entre a comunidade e as pessoas com deficiência. Todos ganham com esta união”, completa.